André Malet Cabral, 33 anos, é um grande incentivador da prática de atividades físicas no Estreito. Graduado em Educação Física e Análise de Sistemas pela UNISINOS, comanda há 10 anos a Academia Nova Forma, que em 2004 chegou a Florianópolis com a missão de proporcionar momentos inesquecíveis na prática de exercícios, motivando as pessoas para uma vida saudável através de hábitos saudáveis. Entre os diferenciais de seu empreendimento está a qualidade: no atendimento, na formação dos profissionais e na infra-estrutura.
Entusiasta da prática de esportes em todas as idades, André dá dicas para os preguiçosos de plantão e ensina um importante segredo: “Cada hora dedicada à atividade física rende duas horas a mais de vida”.
Por Carol Herling
1. Defina André Malet Cabral em três palavras.
Simples, audacioso e responsável.
2. Como é a vida de dono de academia? Rola uma cobrança pessoal com o próprio corpo?
Como educador minha vida é fazer as pessoas praticarem alguma atividade física que acaba interferindo na estética, na saúde e no bem-estar. Com isso se tem a cobrança: como posso cobrar sem ser cobrado? Tenho uma rotina diária de aulas de ginástica, musculação e personal, fora os cuidados com a alimentação e o descanso.
3. Como e quando você ingressou no ramo de academias?
Comecei como aluno em 1988, aos 13 anos. Aos 16 anos já auxiliava na musculação e dava minhas primeiras aulas de ginástica. Aos 18, comecei o curso de Educação Física, que concluí em 1998. Após o fim do curso, ingressei no ramo empresarial e nasceu, assim, a Nova Forma Academia.
4. Como você avalia a questão do culto ao corpo? Acha que é algo comum apenas na cultura brasileira ou é algo que está fixado na sociedade como um todo?
Como nosso país é tropical há uma tendência das pessoas ficarem mais expostas e, assim, o corpo fica mais em evidência. Existem vários benefícios em cultuar o corpo, como saúde e a auto-estima. Mas vale lembrar que tudo em excesso pode se tornar prejudicial.
5. Quem está apto a fazer atividades físicas? Como é avaliado isso?
Todas as pessoas podem e devem praticar atividade física, desde que façam exame médico específico e avaliação física com um profissional especializado da área.
6. Qual é o público que freqüenta a sua academia? São pessoas que querem manter a forma, pessoas que querem manter o peso, ou as duas coisas?
Fizemos uma pesquisa no ano de 2006-2007 com intuito de saber o que nossos alunos esperavam da academia. Dentre os entrevistados, 51,8% eram homens e 48,2% mulheres. Do resultado temos: 54,7% desejavam fazer exercícios para melhor condicionamento; 8,9% procuravam melhorar a qualidade de vida; 7,9% por indicação médica; 5,4% desejavam emagrecer; 3,7% estavam preocupados com a estética e 19,4% não responderam.
7. Fora a academia, você desenvolve alguma outra atividade ou tem algum hobby?
Ministro cursos de treinamento desportivo e fisiologia do exercício além de ter como hobby jet-ski e kitesurf.
8. Como você avalia a questão de suplementação alimentar? Você considera bom para a saúde?
Suplementação ou complementação alimentar, por sugestão o nome já diz, é um complemento da necessidade alimentar diária específica para cada indivíduo. Sendo assim, esse deve procurar um especialista em nutrição para analisar suas necessidades e/ou carências nutricionais de acordo com suas atividades.
9. E a questão dos anabolizantes e anfetaminas? Como você avalia?
Uma luta constante para conscientização que tanto anabolizantes como anfetaminas são drogas. E, por serem drogas, possuem alta capacidade de causar dependência, agridem o organismo e podem levar a morte.
10. Qual a sua mensagem para quem está com vontade de fazer uma atividade física, mas morre de preguiça?
Tente se mexer! Uma vez que o fizer o seu corpo vai agradecer sempre.
11. Quais as dicas que você dá para quem já venceu a preguiça, mas não acha tempo para começar?
Seu tempo é você quem faz! Organize-se!
12. Qual seu maior sonho?
A conscientização das pessoas para a importância da atividade física regular que previne e trata uma série de males. Fica aqui a mensagem: Cada hora dedicada à atividade física rende duas horas a mais de vida.